X Geres em Afogados da Ingazeira contabiliza quatro casos confirmados de microcefalia ligados ao Zika Virus

Um relatório da X Gerência Regional de Saúde, em Afogados da Ingazeira, mostra que já foram confirmados quatro casos de microcefalia, entre os 10 municípios de abrangência, desde que foi criado o protocolo de combate ao Aedes e identificação de casos no Hospam, em Serra Talhada.

A área de dez municípios tem casos concentrados em São José do Egito, com dois casos, Carnaíba e Quixaba, um cada.

Em relação as notificações, Afogados da Ingazeira tem 19 casos em investigação e um descartado. São José do Egito teve 17 notificações. Desses, dois confirmados, oito sob investigação e sete descartados.

Itapetim tem onze notificações. Desses, três casos estão sob investigação e oito descartados. Veja no quadro acima o relatório da área de atribuição da X Geres. Em toda a área, são 78 casos notificados, quatro confirmados. Desses, 57 estão em investigação e 17 descartados.

O Secretário de Saúde Iran Costa esteve na região no final de semana para tratar de pautas conjuntas com prefeitos do Pajeú e Moxotó. Dentre elas, a promessa de aumentar o número de profissionais para atendimento nas unidades regionais no tocante aos casos de chicungunya e zika vírus. Ele anunciou dentre outras medidas a criação de um centro para atender e acompanhar casos de microcefalia.

O Secretário reforçou que o Estado tem todo interesse de que o SAMU funcione e se colocou a disposição, mas não pode resolver sozinho. Segundo ele, “Esse problema vem se arrastando a quatro anos e já passou pelos últimos três Secretários. E garantiu que em nenhum momento o Estado foi empecilho para instalar o SAMU nessa região. É uma criação tri partite, Federal, Estadual e municipal. Tanto que as centrais são coordenadas pelos municípios”, mas estamos vivendo uma das maiores crises financeiras da história”.

No encontro, o secretário também anunciou o início do atendimento ambulatorial aos casos de microcefalia no Hospital Regional Emília Câmara e de reabilitação às crianças com a malformação na UPAE, ambas localizadas em Afogados da Ingazeira e que serão referências regionais para o suporte aos bebês e suas famílias. “Já demos início ao processo de estruturação do Hospital Regional Emília Câmara, com a aquisição de um novo equipamento de ultrassom para o acolhimento das grávidas e acompanhamento dos bebês”.

O agendamento dos atendimentos nas unidades de Saúde será feito por meio da regulação entre os municípios e as Gerências Regionais de Saúde (Geres). Na Região, o Hospital Professor Agamenon Magalhães, localizado em Serra Talhada, já está atendendo crianças com microcefalia, com suporte de coleta de exames laboratoriais e equipe com neuroclínico, pediatra; fonoaudiólogo, psicólogo e assistente social.

O secretário ainda montou, junto com as equipes, o plano de ação das unidades, com foco na gestão e fortalecimento da assistência. Participam do encontro os prefeitos José Patriota (Afogados), Zé Mário (Carnaíba), Romério Guimarães (São José do Egito), Zé Pretinho (Quixaba), Sebastião Dias (Tabira),  Luciano Duque (Serra Talhada), Dêva Pessoa (Tuparetama), Guga Lins (Sertânia),  Arqumedes Machado (Itapetim), Cida Oliveira (Solidão), Tássio Bezerra (Santa Cruz da Baixa Verde) e Francisco Dessoles (Iguaracy).

Costa comentou ainda um tema que levanta debates a meses: o da demora em pôr para funcionar o Serviço de Atendimento Médico de Urgência – SAMU, várias ambulâncias estão paradas aguardando o funcionamento da Central de regulação em Serra Talhada e  há receio dos prefeitos de que Estado e União não cumpram sua parte nas contrapartidas para o serviço funcionar.

O Secretário reforçou que o Estado tem todo interesse de que o SAMU funcione e se colocou a disposição, mas não pode resolver sozinho. Segundo ele, “Esse problema vem se arrastando a quatro anos e já passou pelos últimos três Secretários. E garantiu que em nenhum momento o Estado foi empecilho para instalar o SAMU nessa região. É uma criação tri partite, Federal, Estadual e municipal. Tanto que as centrais são coordenadas pelos municípios”, mas estamos vivendo uma das maiores crises financeiras da história”.