Trabalhos legislativos começam em Serra Talhada com vereadores votando a favor da Prefeitura e contra servidores da educação

A Câmara de Vereadores realizou sua primeira sessão do ano legislativo na noite desta segunda-feira (6). Em pauta, a votação do Projeto de Lei 005/2016, enviado pelo prefeito de Serra Talhada que concede ajuste de 7,64%, aumento para os professores da rede municipal de ensino, 5% para auxiliares de serviços gerais e nenhum reajuste para os demais servidores da pasta, como os administrativos.

O rolo compressor dos vereadores governistas formado por Nailson Gomes, Manoel Enfermeiro, Paulo Melo, Alice Conrado, Ronaldo de Deja, Jaime Inácio, Antonio Rodrigues, Pinheiro do São Miguel, André Maio, Rosimério de Cuca e Agenor de Melo votaram a favor do projeto da Prefeitura.

Já os vereadores Antonio de Antenor, Vera Gama , Dedinha Inácio e Sinézio Rodrigues (mesmo sendo do PT do prefeito Luciano Duque, mas é presidente do Sintest) votaram contra. Não compareceram a sessão os vereadores: Gilson Pereira e Zé Raimundo

De acordo com o Caderno 1, o plenário da Câmara estava lotado por servidores da educação, que atenderam o chamamento do Sintest para protestarem contra a medida do executivo, e diante das explanações contundentes do vereador Sinézio Rodrigues (PT), que chegou a pedir que o Projeto fosse retirado de pauta, para que se efetuasse “negociações” que atendessem a todos os trabalhadores.

 

A proposta do vereador foi rebatida duramente pelo presidente Nailson Gomes que informou que o Projeto seria votado naquela sessão, como estava determinado.

Para o vereador petista, que chegou a se desentender com seu colega de partido, Manoel Enfermeiro, o Projeto do executivo “é um crime e não vou acobertar um crime. Todo vereador sabe que é obrigação do governo conceder o reajuste. Não tem professor em sala de aula, se não tiver o agente administrativo e o auxiliar de serviços gerais na escola. Faça a cara feia quem quiser, mas a minha posição é ficar ao lados dos trabalhadores“, declarou.

 

O vereador Antonio de Antenor, do PR, denunciou na tribuna,“há condições de conceder um reajuste para todos os servidores. É só cortar despesas. O negócio é que o prefeito (Luciano Duque) mandou um recado: ‘é para votar dessa forma e pronto“, e assim aconteceu, na votação nominal, o executivo obteve uma vitória acachapante pelo placar de 11 a 4.

 

Um fato chamou a atenção: o vereador André Maio, que desde o primeiro dia em que assumiu a vereança teve diversos problemas em que esteve envolvido o presidente da Casa e a bancada governista, acabou decepcionando os oposicionistas e votando a favor do governo.