Surge nova pista para identificação de duas vítimas da tragédia da PE-320, em Flores

Uma semana após o acidente na PE-320 entre Flores e Carnaíba no Sertão de Pernambuco, surge uma nova pista para a identificação de duas, das seis vítimas que morreram carbonizadas. Os dois corpos das pessoas que seguiam como carona no veículo S-10, que era dirigido pelo Carnaibano José Luiz de Vasconcelos Junior, continuam sem identificação no IML do Recife.

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Mas segundo informação repassada ao Caderno 1, as amigas, Tainá e Livia Marillac, que residiam em Carnaíba, saíram por volta de 17h (de carona) de Arcoverde com destino a Serra Talhada e desde então as famílias não conseguem nenhum contato com elas. Há a hipótese de terem pegado carona com Junior que voltava de São Paulo.

Num primeiro momento acreditou-se que Livia e Tainá tivessem pegado carona com Júnior em Serra Talhada, mas surgiu neste domingo (27) outra informação: Elas pegaram carona em um micro-ônibus com uma pessoa identificada como Rafael, motorista de Cristóvão, da cidade de Flores, e ficaram em um posto de combustíveis da cidade que fica distante cerca de 7 km do local do acidente, no Sítio Sarafina. Ainda segundo informações, as jovens foram vistas por um funcionário do posto que afirma ter presenciado o momento que elas embarcaram na caminhonete envolvida no acidente, porém as imagens das câmeras de segurança não permitem atestar que as duas mulheres que entraram no veículo são mesmo as amigas que estão desaparecidas.

A ligação entre o sumiço das amigas e o acidente ganhou mais força depois que peritos do IML/ Recife teriam informado que os corpos são de duas mulheres adultas e não de uma mulher e uma criança, como foi amplamente divulgado. Outro fato que reforça esta teoria, é que o motorista não costumava dar carona a estranhos, e conhecia Livia e Tainá.

 

A hipótese de que eram uma mulher e uma criança, surgiu, entre a terça-feira (22) e quinta-feira (24), com desaparecimento de Layane Gomes Pereira e sua filha Ana Beatriz Gomes Cruz, de apenas 1 ano e 2 meses, ambas de Belém do São Francisco. No entanto, na quinta passada elas foram localizadas, e a interrogação sobre as identidades das vítimas do acidente continuam.

Nesta segunda-feira (28) a mãe de Lívia e um irmão de Tainá vão a Capital Pernambucana realizar exames de DNA, para confirmar se os corpos ainda não identificados são mesmo delas.

 

Já o corpo do motorista José Luiz de Vasconcelos Junior, “Júnior de Bico”, 30 anos, ainda não foi liberado pelo IML ao contrário do que aconteceu com os três jovens de Afogados da Ingazeira Dionísio Pereira, Maysa Siqueira e Jonathan Souza, que foram sepultados na última quinta (24).

Esta manhã, uma Missa de Sétimo dia por Júnior, que era casado e natural do Sítio Capim Grosso, Carnaíba, aconteceu a pedido da família. O sepultamento deverá acontecer no dia posterior à liberação.

Júnior guiava uma S-10 que trazia para Afogados da Ingazeira por solicitação de Genival Santos, da Catedral Turismo. O carro foi atingido pelo Uno que vinha em sentido contrário na noite de domingo, na altura de Flores. O Uno vinha do Festival das Cores, em Afogados e era guiado por Dionísio Pereira.