Serra Talhada, Afogados e Flores têm o preço mais caro do botijão de gás no Sertão do Pajeú

As recentes denúncias de altas abusivas do preço do gás de cozinha em cidades do Pajeú, com destaque para os casos em Afogados da Ingazeira  e Serra Talhada, onde vereadores levaram o tema da cartelização à Câmara, geraram uma pauta interessante para o comunicador Evandro Lira, no programa Manhã Total, da Rádio Pajeú de Afogados da Ingazeira.

Evandro fez um ranking do preço praticado do gás de cozinha em algumas cidades da região como Serra, Afogados, Flores, Carnaíba, Tabira, Itapetim e Ingazeira.

A considerar a pesquisa,  Serra Talhada, Flores e Afogados lideram os preços altos, oscilando entre R$ 70,00 e R$ 72,00. Em Carnaíba o valor é em média R$ 15 a menos. O botijão é encontrado por  R$ 55,00, mesmo valor de Tabira, onde  o valor do botijão para donos de restaurante é de R$ 55,00 e para donos de lanchonete R$ 52,00. Em Ingazeira, o gás custa R$ 65,00, contra R$ 60,00 de Itapetim.

Pelo menos em duas cidades da região, o preço praticado pelo gás de cozinha por comerciantes locais tem levantado suspeitas de vereadores sobre a possível existência de um cartel, com preços combinados pra cima entre os revendedores. Em Serra Talhada, o vereador Zé Raimundo (PTC), tem chamado a atenção para um possível cartel na venda de gás de cozinha.

 

Na manhã desta quarta-feira (27), José Raimundo, revelou em entrevista aos comunicadores Robério Sá e Joãozinho Teles, na Rádio Serra FM, que o MPPE – Ministério Público de Pernambuco, está instaurando uma ação padrão junto com o Corpo de Bombeiros e Fiscais da Prefeitura para que sejam apuradas as acusações de um suposto Cartel do Gás em Serra Talhada. O vereador informou que esteve no MPPE e que o prazo de 10 dias estipulado para a instauração de um processo de investigação já se passou.

De acordo com o blog Nill Jr. em Afogados da Ingazeira, o vereador Zé Negão (PTB) disse em sessão que está sendo procurado por moradores da cidade para reclamar o preço praticado na cidade. “Aqui o preço e o valor igual em todos os pontos de venda mostra que podemos ter um cartel”. Ele também pediu ao MP uma provocação sobre o caso.

Preço não pode ser tabelado, diz Petrobras: O preço do gás, assim como o da gasolina, não é tabelado pela Petrobras. Ela só tem ingerência em 54% da composição do preço do botijão. “Sendo as distribuidoras e revendedoras livres para definirem as margens praticadas”, diz, em nota. Ou seja, além desse percentual, a variação é responsabilidade dos revendedores e de haver livre concorrência.

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