Professores de Serra Talhada rejeitam proposta apresentada pela Prefeitura e decretam estado de greve

No mesmo dia em que os professores da rede estadual decidiram encerrar a greve que atingia mais de 20 escolas do Pajeú, os  professores lotaram o auditório da Câmara dos Vereadores de Serra Talhada, nessa segunda-feira (04),  para deliberarem sobre o aumento dos professores da rede municipal de ensino e rejeitaram a proposta apresentada pelo governo do prefeito Luciano Duque (PT).

Segundo o determinado pelo MEC (Ministério da Educação) o reajuste do piso salarial dos professores dever ser de 13,01%, em Serra Talhada, a categoria, através do SINTEST (Sindicato dos Trabalhadores na Educação de Serra Talhada), apresentou proposta de um aumento de 15% mais progressão de 2%, chegando a 17%, que conforme disse em entrevista no Caderno 1 no Ar, o presidente do Sindicato, vereador Sinézio Rodrigues garantiria os ganhos já adquiridos pelos professores, uma vez que a secretaria  de educação do município sempre pagou superior ao piso nacional.

A proposta apresentada a categoria pelo governo municipal foi de um aumento de 11% para os professores e de 6% para os demais servidores da Secretaria como: Serviços Gerais, Auxiliares, Vigilantes, etc. De acordo com o secretário Edmar Júnior, com este aumento o piso dos professores em Serra Talhada para  algo em torno de R$ 1.970,00 (o piso nacional é de R$ 1.918,16). “Estamos fazendo o máximo e ainda vamos ter dificuldades”, declarou Edmar.

Como contra-proposta o SINTEST apresentou o índice de 13% para que seja aplicado para todos os servidores da Educação, um número que garante o secretário, não tem nenhuma condição de ser praticado.

Diante do impasse, os professores decretaram estado de greve e anunciaram para o próximo dia 11 (segunda-feira) uma paralisação de advertência, para que a prefeitura atenda ou apresente uma nova proposta.

para atender o índice desejado pelos Sindicato, teremos um déficit de mais de R$ 4 milhões, o que inviabiliza a secretaria e todos seus projetos. Entendemos as reivindicações, mas estamos ofertando tudo que podemos“, declarou o secretário.