Professores terão que passar mais tempo em cursos de formação, mas piso é o mesmo

O Conselho Nacional de Educação (CNE) definiu que os Cursos para formar professores terão carga horária maior e mais voltada para a prática em sala de aula.

Os futuros professores terão durante todo o curso atividades práticas, além do estágio supervisionado em escolas, enquanto isso o piso salarial continua pouco mais de mil reais, insuficiente para as necessidades básica. E ainda faltam investimento qualificação, segundo pesquisa de 2014, 25,3% dos professores do ensino infantil não tem curso superior, pela falta de uma maior oferta de graduações em pedagogia e licenciaturas na rede pública.

O parecer já foi homologado pelo Ministério da Educação (MEC) e que deverá ser colocado em prática em até dois anos, prazo para que os cursos em funcionamento se adequem às novas regras.

A homologação do Parecer 2/2015 é parte do pacote de medidas adotadas pelo governo no final do primeiro ano de vigência do Plano Nacional de Educação (PNE). Entre as mudanças está a exigência de uma carga horária maior para os cursos de licenciatura, que passam de 2,8 mil, o equivalente a três anos de formação, para 3,2 mil, ou quatro anos de formação. Para a segunda licenciatura, a duração é de 800 a 1,2 mil horas e os cursos de formação pedagógica para os graduados não licenciados devem ter a duração de 1 mil a 1,4 mil horas.