Prefeitos do Pajeú desperdiçam oportunidade de cobrar dos governos federal e estadual o funcionamento do Samu em Serra Talhada

Os prefeitos do Sertão Pajeú provaram recentemente que não têm interesse algum em colocar em funcionamento o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU, órgão que poderia estar salvando vidas em 35 cidades sertanejas. O prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque, juntamente com os colegas que estiveram na entrega do IF-Sertão junto com o presidente Michel Temer e o governador Paulo Câmara, posaram para fotos ao lado dos gestores, mas nem tocaram no assunto.
“Apesar de Serra Talhada ser a sede da Central do SAMU, que devia ter abordado o presidente e o governador era o presidente do CIMPAJEU, Marconi Santana, juntamente com os prefeitos presentes na inauguração que estão com as ambulâncias a serviço das secretarias municipais de saúde e falando mal do governo estadual que fez a doação e garante a contrapartida”, opinou o historiador Luiz Ferraz Filho.
O prefeito anfitrião, Luciano Duque, disse várias vezes em entrevistas que o serviço não pode funcionar sem as garantias de contrapartidas estaduais e federais, então porque desperdiçou a oportunidade de fazer a cobrança, preferiu “agradecer” do governante agradecendo pela TV educativa, futuro instrumento de propaganda da gestão.
Quem interpelou Duque sobre o porquê de não  ter aproveitado a oportunidade de solicitar ao presidente Temer e ao governador Paulo Câmara o funcionamento do SAMU, ouviu do prefeito, primeiro, que não teve tempo de falar com o presidente sobre o tema. Depois, que não confia na promessa do Governo do Estado com as contrapartidas. “Não repassam o dinheiro e a conta fica para o município”.
samu
Enquanto isso, ambulâncias caras, com UTI de ponta, são usadas improvisadamente para transporte de pacientes para outros centros, em desvio flagrante de finalidade. “É hora dos órgãos de controle, como Ministério Público, TCE e até MPF irem mais a fundo, deixando o campo das reuniões e GTs  e ingressando com ações civis públicas e outros mecanismos de cobrança para enquadrar”, postou o blogueiro Nill Júnior.