Pediatra de Serra Talhada aconselha moradoras de áreas edêmicas não engravidarem devido a microcefalia

O aumento do número de casos notificados de microcefalia em Serra Talhada e possível relação das má formações cranianas com o zika vírus, têm assustado os futuros pais e mães. Uma criança do bairro da Cohab foi confirmada com o problema, mas o número de notificações aumenta a casa semana. De dois aumentou para nove e na semana seguinte subiu para 14 suspeitas.

 

O melhor mesmo é evitar, para isso as mulheres precisam usar repelentes, roupas que protegem o corpo e perincipalmente conscientizar a família e vizinhos a combater as larvas do mosquito Aedes aegypti da Dengue, transmissor do vírus que provoca a Febre Chikungunya e Zica.

 

Para a pediatra Bianca Parente, a melhor prevenção mesmo seria evitar a gravidez. “Mulheres que vivem em área endêmica, como no nosso estado estado, como mãe e pediatro eu aconselho que deve evitar sim, até que medidas eficazes sejam realizadas e a gente veja a diminuição do mosquito Aedes aegypti. É melhor esperar alguns meses, acredito que vem mais coisas aí”, aconselha.

 

O Hospital Regional Agamenon Magalhães – Hospan, em Serra Talhada, no Sertão está se transformando numa unidade especializada para atender casos de microcefalia notificados na área da XI Gerências Regionais de Saúde, no entanto, a medida anunciada no mês passado ainda não está em vigor, pois depende que o Governo do Estado libere toda a estrutura necessária para a equipe multidisciplinar atuar, conforme preconiza o protocolo assinado semana passada.

 

Sobre a doença – A microcefalia é uma doença em que a cabeça e o cérebro das crianças são menores que o normal para a sua idade, influenciando o seu desenvolvimento mental. Geralmente, a microcefalia está presente quando o tamanho da cabeça de uma criança com um ano e três meses é menor que 42 centímetros. A criança que a possui pode precisar de cuidados por toda a vida, sendo dependente para comer, se mover e fazer suas necessidades.