No que depender dos deputados pernambucanos, quem os elegeu deve pagar mais caro por produtos e serviços necessários

A Assembleia Legislativa já aprovou, rapidinho, nos últimos dias 28 e 29/09, o pacote tributário enviado pelo Governo estado, que tem maioria na Assembleia e os governistas também evitam críticas.

Os projetos tratam de reajuste de tributos, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doações (ITCMD) e novas alíquotas para o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

Segundo o blog da Folha, as lideranças de governo e oposição reafirmaram os votos dados no dia anterior, pela aprovação dos seis projetos, sendo um deles um substitutivo que trata do IPVA para as motos cinquentinha. Assim como na votação anterior, a deputada estadual Priscila Krause (DEM) votou contra na questão do ICMS.

Os técnicos da Secretaria da Fazenda trabalham na análise do percentual dos reajustes, mas há a expectativa que Pernambuco siga o modelo adotado pela Paraíba. Os secretários da Fazenda do Nordeste fizeram três reuniões para tratar do tema e ficou definido que farão um “alinhamento” das alíquotas para equilibrar as contas. Haverá uma pequena diferença de um Estado para o outro já que cada um tem sua autonomia.

Se a aprovação ao pacote enviado pelo governador Paulo Câmara (PSB) vier, o aumento dos impostos ocorrerá apenas em 2016. O socialista estuda também cobrar IPVA de embarcações marítimas e aeronaves. No governo, o discurso já está pronto para defender o aumento dos impostos. A exemplo do que é dito pelos integrantes do governo federal, Paulo Câmara dirá que a medida é um “remédio amargo necessário”. Os socialistas também dirão que, diferente da União, antes de promover o reajuste das tarifas, a administração estadual fez a sua parte reduzindo gastos com o custeio da máquina.

Recentemente, o governador anunciou um corte de R$ 920 milhões dentro do plano de contingenciamento de gastos.