MPPE cobra cumprimento de carga horária de médicos, unidade de média e alta complexidade e clínica de Hemodiálise no Pajeú

Promotores da 3ª Circunscrição do Ministério Público de Pernambuco-MPPE defenderam os pleitos durante as Conferências Municipais de Saúde em algumas cidades do Sertão do Pajeú e cobraram mais qualidade no atendimento na região.

Segundo o promotor Lúcio Luiz de Almeida Neto, coordenador da 3ª Circunscrição em Afogados da Ingazeira, a ideia é criar alternativas para desafogar protocolos com atendimento. Em muitas cidades, é comum a falta atenção nas unidades básicas, por isso é importante a cobrança da carga horária de médicos e odontólogos presentes nos contratos. O promotor disse ainda que há uma articulação entre promotores de Pernambuco e de cidades da paraíba para evitar migração do problema para o estado vizinho.

O MP também defende condições de trabalho para os agentes de saúde, inclusive providenciando palmtops com GPS para colher dados e informações. Outra cobrança é para que no Pajeú haja tratamento de média e alta complexidade sem deslocamento para outras áreas. Os Promotores cobraram um Hospital de grande porte entre Arcoverde, Afogados e Serra Talhada, sugerindo que o Hospital Regional Agamenon Magalhães -Hospam viraria um hospital de referência da mulher.

O promotor disse que o MP oficiou o prefeito Luciano Duque para dar explicações sobre a demora no início de funcionamento da unidade de regulação do SAMU. A grande questão é de como haverá a divisão de responsabilidade para custeio de R$ 250 mil por mês.

O promotor explicou que Serra se dispôs a aportar R$ 100 mil mensais, com contrapartidas de R$ 100 mil do Governo Federal, R$ 50 mil do Governo de Pernambuco. O temor é que falte repasses e a conta não feche sem os R$ 250 mil mensais.

Os participantes que usaram da palavra na abertura oficial da VIIª conferência de saúde de Afogados da Ingazeira defenderam o sistema único de saúde público, gratuito e universal. A palestra magna foi proferida pela professora da UPE e médica, Cristina Sette, que também é assessora técnica da Confederação Nacional dos Secretários Municipais de Saúde.

Vinte e sete anos depois de sua implantação, o SUS responde hoje por 95% dos transplantes de órgãos no Brasil. 60% da população brasileira é atendida pelo SUS. E os restantes, usuários de planos de saúde, também se servem do SUS, uma vez que 100% da vigilância em saúde é realizada pelo SUS, desde o controle da água consumida, passando pela certificação de nascimentos e óbitos, que permitem a emissão das respectivas certidões.