Mãe chora com demora na liberação de corpo de Serra Talhada que não seguiu para IML de Caruaru, mas para o Recife

A população de Serra Talhada ficou chocada com uma mãe chorando em uma rádio local, desesperada pelo corpo do filho, assassinado a terça-feira (7), na rua Fiscal Leopoldo, mas que ainda não teria sido liberado do IML de 48 horas pela liberação do corpo do filho Enaldo Magalhães.

 

Mas a imprensa local precisa saber  que corpo não está em Caruaru, pois o necrotério está passando por uma reforma e todos os exames tanatoscópicos (em cadáveres do interior, incluindo o sertão) estão sendo feitos no IML do Recife. A reforma da sala de necrópsia do Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, começa a partir desta quinta-feira (9) e está prevista para terminar em 12 dias, até lá a liberação dos corpos será ainda mais demorada.

A reforma A estrutura e equipamentos do espaço serão renovados. Já os exames de corpo de delito e sexológico, realizados em vivos, seguem sendo feitos no IML de Caruaru, em contêiners instalados na área externa.

 Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru está em reforma desde o ano passado / Foto: reprodução/TV Jornal

“[A reforma] está na última etapa, só falta fazer a sala de necrópsia. Pouco tempo depois, o prédio deve ser entregue”, afirma o gestor do IML de Caruaru, Marcos Gomes. Já foram realizados os serviços no administrativo, alojamentos, cartório, sala de atendimento aos periciandos, entre outros.

Reforma do prédio começou no ano passado

O IML funciona no prédio do serviço de verificação de óbito (SVO), vinculado à Secretaria Estadual de Saúde. A reforma do prédio começou ainda no ano passado. Em novembro de 2016, fortes ventos danificaram parte do telhado do IML, o que fez com que a Defesa Civil interditasse o imóvel e a reforma fosse antecipada.

Na época, a SES informou que as obras de reforma e ampliação vão permitir a instalação de uma câmara refrigerada, além de novos espaços para repouso dos profissionais. A reforma também prevê o aumento da ala administrativa e da copa, entre outros.

“Não importa se ele (o rapaz assassinato) tinha uma vida atribulada, o que fica em questão é a ausência da esfera publica nesse quesito de instalar um IML mais próximo” escreveu um serratalhadense nas redes sociais.