Julgamento do processos da Prestação de Contas do ex-prefeito de Serra Talhada foi adiado por influência política

Os dois processos relativos à Prestação de Contas da Prefeitura Municipal de Serra Talhada, exercício financeiro de 2007 do ex-prefeito Carlos Evandro (PSB ,que seriam julgados nesta quarta-feira (20) pela Corte de Contas de Pernambuco, teve o pedido de vistas solicitado pelo Conselheiro Ranilson Ramos. Ranilson é pai do Deputado Estadual Lucas Ramos (PSB). Em Serra Talhada, com o apoio do ex-prefeito, Lucas contabilizou nas urnas 817 votos.

Ao recomendar à rejeição do exercício financeiro do ex-gestor, o relator do processo determinou na decisão, entre a extensa de lista de irregularidades o relatou determinou a restituição aos cofres públicos R$ 387.234,07 (trezentos e oitenta e sete mil, duzentos e trinta quatro reais e sete centavos, de responsabilidade solidária do Carlos Evandro (PSB), por irregularidades encontradas no processo de inexigibilidade de licitação para a realização da Festa da Padroeira do Município.

A Corte de Contas de Pernambuco julgou regulares, com ressalvas, as contas, relativas ao exercício financeiro de 2011 e, Embargos de Declaração interpostos pelo ex-prefeito Carlos Evandro (PSB), contra o Acórdão TC nº 1499/14 (Processo TC nº 1301903-0) e recebeu o pedido de vistas.
A defesa do ex-prefeito, que o blogueiro Júnior Campos teve acesso justificou que a “exclusividade para um único dia, não implica que em outros dias as bandas pudessem ser contratadas sem que fosse através da empresa Neves e Silva Eventos e Promoções LTDA, pois ela detém a exclusividade sobre tais bandas a qualquer tempo, não se tratando de subcontratação”.

A defesa ainda explicou que “a Portaria 223 de 15 de agosto de 2007, instituiu a Comissão de Administração da Festa, que também tinha o encargo de obter patrocínios e doações da iniciativa privada, e que a Comissão conseguiu arrecadar R$ 219.970,00 de doações particulares. Afirma que tal importância não foi registrada no orçamento da Prefeitura por conta do curto lapso de tempo entre a criação da Comissão e a realização das despesas com as festividades”.