Espetáculo cênico volta as terras indígenas de cidade sertaneja no próximo dia 14.

Durante os dias 12 e 15 de outubro, o Totem voltará ao município de Tacaratu, no Sertão pernambucano, para mostrar o ritual cênico ‘Retomada’ ao povo Pankararu. A apresentação será no dia 14, às 19h, na Aldeia Brejo dos Padres, dentro das terras indígenas. Em 2016, dentro da pesquisa “Rito Ancestral Corpo Contemporâneo”, o grupo participou de rituais sagrados dos Pankararu como referência-vivência para a criação do espetáculo que já circulou por vários festivais de teatro e dança em Pernambuco.

Foto: Fernando Figueiroa.

Agora, chegou o momento de voltar às comunidades indígenas para mostrar o resultado da pesquisa. Além dos Pankararu, o grupo Totem regressará aos Xucuru, em Pesqueira, e aos Kapinawá, em Buíque. As viagens são parte do projeto Geopoesis, que conta com incentivo do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura). Nessa “retomada” aos povos originários, o Totem também criará um videoperformance com filmagens feitas nas terras sagradas. O grupo também pretende ampliar o caráter multimídia do espetáculo. Assim, imagens captadas serão projetadas na encenação compondo o cenário e aproximando o público das terras pelas quais se luta.

Desta vez, o Totem voltará com grande equipe formada por: Fred Nascimento, na direção geral; as atrizes-performers Gabi Cabral, Inaê Veríssimo, Juliana Nardin, Lau Veríssimo, Natalie Revorêdo e Taína Veríssimo; os músicos Cauê Nascimento, Fred Nascimento, Gustavo Vilar e Lucas Furtunato; a designer de luz Natalie Revorêdo; o fotógrafo Fernando Figueirôa; Zé Diniz na captação e edição de imagens e na câmera e som direto, Alexandre Salomão.

SINOPSE – RETOMADA

O espetáculo “Retomada” nos fala das vozes que fortemente persistem em ecoar sobre a terra arrasada. Com sua poética polifônica, o Totem corporifica a sacralidade das terras indígenas e manifesta sua identificação com o sentimento de resistência dos povos. O corpo contemporâneo do grupo é envolvido na força da ‘alma coletiva’, que séculos de colonização não conseguiu anular e que vem sendo retomada pelos povos, por ter sua vitalidade ancorada na ancestralidade. O espaço sagrado pelo qual se luta, é o mote desse trabalho, uma ode à mãe geradora e mantenedora de tudo. Sendo este um ato ritual único, que simboliza o espírito coletivo, o sentido de pertencimento e o direito ao bem comum. Integrando assim o público ao ritual, à consagração das conquistas e saberes originários. A energia da atmosfera sagrada se faz presente, formando um corpo expandido entre o físico, o sonoro, o espaço circundante e a metafísica, sendo assim uma obra cosmológica.

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