Deputados visitam municípios sertanejos em situação mais crítica para cobrar verba da União contra seca

Integrantes da Comissão de Agricultura, Pecuária e Política Rural da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) começaram ontem, dia 23, uma rodada de visitas às mesorregiões do Estado para analisar a situação de estiagem e levar as demandas ao Palácio do Planalto, em Brasília. Os deputados pretendem apresentar o cenário de enfrentamento à estiagem na tentativa de mobilizar o governo federal.

 

O deputado estadual Miguel Coelho (PSB) disse que a primeira cidade ecolhida para ser visitada é Petrolina, onde a fruticultura irrigada está em perigo pelo risco de colapso hídrico devido à baixa capacidade de água de Sobradinho. Em seguida, a comissão vai à Floresta e Ouricuri, além de outros municípios.

 

A previsão é que as visitas sejam concluídas em agosto. O secretário de agricultura de Serra Talhada, José Pereira, afirmou em entrevista a Líder do Vale FM que não recebeu nenhuma informação que a caravana vai passar pelo município. “Se vier é bem vinda” garantiu.

 

Já o deputado Rodrigo Novaes (PSD) disse que os deputados pernambucanos devem ir a Brasília para sensibilizar as lideranças políticas ao apresentarmos as necessidades da região, através da liberação de recursos, segundo ele, há tecnologia mas falta investimento.

 

A comissão tem como objetivo articular ações de combate à seca, através da participação de órgãos estaduais e da sociedade civil organizada. Serão acompanhados o cenário climático, as previsões de chuva e o volume dos reservatórios.

 

Antes disso, foi criado um fórum de enfrentamento à seca, a partir de uma mobilização de todas as Assembleias Legislativas do Nordeste. O secretário de Agricultura e Reforma Agrária de Pernambuco, Nilton Mota, salientou que atualmente 126 municípios do Estado já vivem uma situação crítica por causa da estiagem, o que atinge cerca de 1,3 milhão de pessoas.

 

O abastecimento de água encanada foi completamente interrompido em virtude da seca em cidades como Itapetim, Brejinho e Triunfo, onde a população depende de carros-pipa, após o colapso de mananciais.

 

Quem não recebe água através do exército ou do Ipa tem que desenbolsar R$ 150,00 por cada carro-pipa. Cada veículo tem capacidade para 15 mil litros e podem servir a uma família de cinco pessoas por pelo menos três meses.