Caso das mulheres expostas em vídeos difamatórios continua indefinido em Serra Talhada

Mais de 30 mulheres prestaram queixa na Delegacia de Polícia Civil por compartilhamento de vídeos  difamatórios (associados a pornografia) nas redes sociais de Serra Talhada, no interior de Pernambuco, no mês passado. Na época, o Delegado Regional Olegário Filho, solicitou a quebra do sigilo telefônico de pessoas que compartilharam os vídeos em grupos de WhatsApp e Facebook.

A maioria das jovens tiveram suas imagens associadas a pornografia e prostituição, sendo muitas, menores de idade ou mulheres casadas. Nos últimos vídeos divulgados, homens foram associados ao homossexualismo.

De acordo com o âncora do sertão, no inicio desta semana, o delegado responsável pelo caso, discorreu sobre as dificuldades de concluir o inquérito do caso na Rádio Líder do Vale FM. Segundo Olegário, foram enviados ofícios pedindo a quebra de sigilo dos telefones e informações sobre as pessoas que compartilharam os vídeos nas redes sociais.

“A sensação de impunidade é essa e por isso há a possibilidade de os crimes se agravarem. Entretanto, em alguns casos não dependem essencialmente da ação da polícia. Nesse caso específico, ouvimos todas as pessoas possíveis, os vídeos foram coletados, mas nós dependemos de outros órgãos, nesse caso das operadoras de celular. Fizemos ofício e encaminhamos às operadores para que elas nos fornecessem as informações necessárias, no entanto, as informações não chegam”, disse o Delegado.

As vítimas que foram expostas na redes sociais, podem não lograrem êxito com o sentimento de punir os suspeitos. “Algo que é difícil falar abertamente, mas superficialmente, podemos ressaltar, que nem todos os casos são possíveis de uma representação judicial, em outras palavras, que a Justiça autorize uma quebra desses sistemas telemáticos, então isso prejudica também. O caso está praticamente pronto na delegacia e a resposta para ele está dependendo apenas das operadoras de celular. A nossa cobrança a elas chegou. Estamos esperando essas informações chegaram. Se for o caso, vamos reenviar ofícios ratificando a nossa requisição para que possa chegar o mais rápido possível, mas é muito difícil”, finalizou Olegário.

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