Após seis horas de audiência, justiça não decide futuro de Cabo Valdevino e Sargente Luciano. Em carta, delegado do DHPP é acusado de “conspiração”

O cabo Cícero Valdevino da Silva e o sargento Luciano de Souza Soares estiveram durante quase seis horas em mais uma audiência, nesta terça-feira (7),  no Fórum de Serra Talhada, localizado no bairro Cohab.

De acordo com o Farol de Notícias, em seguida retornaram para o Centro de Educação da Polícia Militar (Creed), em Recife, onde aguardam a decisão  da justiça que deve sair em 15 dias, quando será decidido se os militares vão a júri popular ou serão absolvidos.

Eles foram acusados em 2015 pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), de fazer parte de um grupo de extermínio que atuava em Serra e região. Versão “oficial” questionada pelo Cabo Valdevino, em CARTA ENVIADA A POPULAÇÃO

“Venho mais uma vez falar que mediante de tal acusação do delegado do DHPP contra nossas pessoas, eu Cícero Valdevino da Silva e Luciano Soares de Souza, ambos policiais militares lotados no 14º BPM. Os quais só saíram acusados de dar suporte ao grupo que assassinaram as pessoas de João Carlos Epaminondas e Geovane Pereira Alves, no dia 22 de março de 2014 e de Júnior de Olímpio Aguiar, que ocorreu no dia 21 de março de 2014.

Os acusados seriam as pessoas de ‘Chave de Cadeia’ e Marquinhos Melo está comprovado em juizo, mediante documentos do sistema penitenciário de Pernambuco (Seres), que os mesmos se encontravam presos nesta data. Marquinhos Melo no presidio de Salgueiro e o ‘Chave de Cadeia’ no presidio de Arcoverde. Primeira acusação falsa. A segunda é que nós estávamos de serviço, eu me encontrava de folga e Luciano de férias com documentos comprobatórios.

Que provas foram feitas se nos dois processos apresentados a Justiça mostra uma total falência dessas acusações? O delegado do DHPP não tinha nada de delegado de DHPP, ele era o delegado da cidade de Paulista. Isso tudo foi só uma manipulação do sistema, o qual é um verdadeiro capacho. Simplesmente se deixou levar pelas mentiras infundadas do principal investigador da morte do vereador Cícero Fernandes da Silva (o Cição).

O policial da PM da Paraíba, Georgenes Alves Pereira, que se encontra preso no Batalhão da cidade de Patos, onde o mesmo no dia 31 de março de 2015 afirmou em audiência ao juiz que passou uns dois meses dentro do carro da Polícia Civil com o delegado. Inclusive, em juízo, o Georgenes também acusou Marco Antônio, conhecido como ‘Marquinhos Metralha’, ser comparsa de ‘Chave de Cadeia’ e Marquinhos Melo. Sete dias após essa ouvida o Marcos Antônio foi assassinado.

Tudo que tinha no inquérito foi ele quem disse ao delegado e ainda ironizou que o delegado não sabia de nada e estava com um cerco em tiroteio. Esse policial disse que minha pessoa dava armas pesadas, meus coletes, tanto os meus como da polícia a grupo de extermínio. Até agora não se provou nada. Ora, eu sou filho da terra, quem realmente me conhece sabe que tudo isso é um absurdo.

Mas eu sei por que ele fez isso, porque ele e seus parceiros alteravam o dia do meu serviço atirando em bar e em via pública, além de terem porte ilegal de armas. Sempre tomei as providências, todos os documentos estão nas mãos do Ministério Público. O sistema quis dá uma resposta à sociedade serra-talhadense de maneira irresponsável. O processo em si é inconsciente, pois se percebe que no transcorrer das ouvidas não existem elementos comprobatórios que nós tínhamos dado suporte a ninguém, que por ventura, vieram à prática de algum delito.

Somos homens íntegros na sociedade e nas nossas vidas. Em todas as ouvidas as testemunhas demonstraram a falência dessa investigação, todos sabem que tudo isso foi uma conspiração contra nós para nos tirar de circulação e parar de incomodar os delinquentes. Vocês sabem que em 2015 foram mais de 30 homicídios e em 2016 foram 40.

Desde maio de 2015 outros delitos aconteceram, estamos ausentes da cidade e a cada dia os fraudadores de inquéritos do suposto DHPP mostram apenas falência e hipocrisia. Eu desafio quem quer que seja que prove algum delito. Não tenho nada a temer, até porque o processo não tem condições de ir para júri popular, será impronunciado. Confio na justiça e principalmente na de Deus.

Obrigado!
Cícero Valdevino da Silva