Alunos protestam contra fechamento do curso do EJA no horário noturno no Colégio Municipal Cônego Torres e secretário justifica decisão

Cerca de 100 estudantes participaram da sessão da Câmara dos Vereadores de Serra Talhada da segunda-feira (22) para questionarem o fechamento do curso do EJA (Educação de Jovens e Adultos) no horário noturno no Colégio Municipal Cônego Torres pela Secretaria de Educação do Município.

Os alunos declararam que a decisão da secretaria de educação prejudica mais de 300 alunos que fizeram a matrícula que não foram avisados da transferência e alegaram que as acomodações no Colégio Cônego Torres são bem melhores que nas escolas dos bairros Mutirão, Borborema e Malhada, para onde devem ser transferidos.

Procurados, os vereadores se dividiram sobre o assunto. Gilson Pereira (PROS) já havia trado do assunto na semana passada e afirmou que não aceita a retirada do EJA do Colégio para privilegiar o Instituto Federal de Educação (IF Sertão), que está utilizando o “Cônego Torres” como apoio até que se conclua as obras do seu campus.” querem fazer isso com o EJA porque são alunos pobres“, disse ele.

Já o vereador petista, Sinézio Rodrigues (PT) defende a mudança do curso para os bairros, na opinião dele, a maioria dos alunos do programa residem na periferia.

O Secretário de Educação de Serra Talhada, Edmar Júnior afirmou que a decisão do fechamento do curso será mantida pela secretaria e justificou dos cerca de 250 matrículados, têm alunos dos bairros Borborema, Cohab e Mutirão que vem para o centro da cidade, sendo que têm escolas nos referidos bairros.

O secretário informou ainda que a matrícula do Cônego Torres dos alunos que moram no centro de Serra Talhada, ou, nos bairros Ipsep e AABB  são apenas 55 alunos, a grande maioria desses alunos, já conta com escolas nos seus bairros, funcionando com professores de qualidade. Edmar concluiu que as escolas dos bairros funcionam até melhor do que o próprio Colégio Cônego Torres, que é uma escola muito movimentada.